Morando em uma caixa d´água

28 de novembro 2011

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Extra

Patrick Mets é fascinado por caixas d’água desde a adolescência. Ele até chegou a se imaginar vivendo numa.

— Eu sempre amei os formatos delas. Nenhuma caixa d’água tem a mesma forma. Eu queria esta singularidade para a minha casa.

Patrick, de 40 anos, realizou seu sonho há dois anos, quando instalou a família numa caixa d’água desativada, perto do aeroporto de Bruxelas. A torre, de 30 metros e com vista para o campo, conserva depois da reforma a maioria de suas características originais, como os tetos de cimentos, as escadas enormes e o registro.

— Queríamos que a essência ficasse intacta — explica Mauro Brigham, o arquiteto, do escritório Bham Design Studio.

A caixa d’água foi comprada em 1996 por menos de R$ 90, depois que o “imóvel” foi a leilão. Tinha seis andares e oito colunas de suporte.

— Imaginava cada andar como um ambiente diferente — conta Patrick.

Comprar foi mais fácil do que reformar. A torre estava numa área de proteção ambiental, na qual em tese não se podia alterar nada, nem que fosse para melhorar o imóvel. Foi preciso registrar a caixa d’água como relíquia histórica da Segunda Guerra (a torre acabou de ser construída pelos nazistas em 1941, durante a ocupação da Bélgica), além de prometer não mexer na fachada.

À prova de som

Cinco anos e R$ 4 milhões depois, a renovação foi concluída e a torre, batizada de Chateau d’Eau. Hoje, Patrick e a mulher, Valérie Lecherf, vivem na caixa com as filhas Aurélie, 13, e Justine, 11; e os gatos Fidel, Castro e Grizzly.

Sua casa consiste de dois quartos no sexto andar e, no topo, uma cozinha moderna e uma sala de estar angular, que contrasta com a forma circular da torre. E o banheiro fica no quarto andar, com os materiais originais da engrenagem para controlar o nível de água. O terceiro andar é reservado para as filhas, que se rebelaram contra o estilo clean e industrial com camas e móveis coloridos, além de pôsteres de Justin Bieber e Johnny Depp. O primeiro e segundo andares fazem as vezes de entrada, garagem e despensa.

E o melhor: só no deque é possível ouvir o barulho dos aviões. O resto da casa é à prova de som.

 

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