O reduto dos pequenos investidores em imóveis

16 de setembro 2010

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Enquanto seguem as especulações sobre o aumento no preço do metro quadrado na zona Leste da cidade de São Paulo, por conta do anúncio da intenção em construir ali o estádio do Sport Club Corinthians, o mercado imobiliário regional segue o caminho de sempre, no que respeita à produção de moradias.

Investidores de pequeno porte lideram as iniciativas na região. Adquirem áreas de até 300 m2, neste caso construindo dez unidades habitacionais. Com dois quartos, estas habitações renderão aluguel unitário de R$ 600/mês, numa relação investimento/retorno de fazer inveja a muitas aplicações, em especial nos mercados europeus.

Por exemplo, uma área de 150 m2, quatro moradias ocupadas e um salão comercial vago, adquirida recentemente por R$ 50 mil, rende ao novo proprietário R$ 1 mil/mês, ou 2% do valor investido. Na estimativa do corretor que fechou o negócio, Welio Malherb, da F. Silva Empreendimentos Imobiliários, uma vez alugado o espaço para comércio a renda mensal do investidor alcançará por volta de 2,5% ao mês.

O bom negócio relatado pelo corretor tem como endereço o bairro Itaim Paulista, a poucos quilômetros do terreno onde está previsto a construção de estádio do Sport Club Corinthians Paulista.

Malherb diz que o valor do negócio poderia ter sido maior, mas não por influência da possibilidade da construção do estádio. “O antigo proprietário tinha premência, e por isso a compra foi vantajosa. Com a novidade, os preços dos imóveis em toda a região subiram um pouco, mas não acredito que a tendência se sustente. Quem quer vender pede o quanto entende, mas a questão é encontrar quem esteja disposto a pagar”.

E as construtoras, já assumiram a região como o negócio da vez? Malherb diz que sim: “Antes do anúncio da intenção de fazer o estádio na região, as construtoras nos solicitavam terrenos de, em média, 4 mil m2. Hoje, os pedidos são para áreas de, no mínimo, 5 mil m2, necessários para alcançar Valor Geral de Vendas (VGV) entre R$ 36 milhões a R$ 40 milhões”, diz o corretor, acrescentando que área com tal dimensão pode abrigar oito torres, com seis unidades por andar. Quanto ao valor do metro quadrado, antes do anúncio era, em média, R$ 600 por metro quadrado, enquanto hoje chega a R$ 800.

No caso de Itaquera – reduto do pretendido estádio, e também em vários outros bairros da região, o número de torres é a compensação ao limite de altura imposto pela Lei do Zoneamento, que determina o máximo de oito andares. A limitação é um dos componentes inibidores do avanço das construtoras para a região, mas não é o principal.

“Comprar imóvel na região esbarra na questão da documentação irregular, que abrange boa parte dos domicílios. É elevadíssimo o número de pessoas que não possuem escritura, mas somente a posse. A situação se agrava porque em terrenos com documentação irregular, a construção nunca é regular”, finaliza o corretor da F. Silva Empreendimentos Imobiliários, Welio Malherb.

Fonte: Imovelweb

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