Fundos imobiliários conquistam investidores

3 de maio 2012

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O Globo

Os fundos imobiliários conquistaram de vez os investidores no país, abrindo caminho para consolidar-se como uma nova e importante fonte de recursos para a construção civil. O volume de negócios de cotas desses fundos na BM&F Bovespa cresce exponencialmente: passou de 502 transações por dia, em janeiro de 2008, para 13.650 no mês passado, de acordo com a Bolsa, responsável pela listagem e organização desses investimentos.

A quantidade de fundos já listados na Bolsa chega a 70, e a previsão é de que esse número continue crescendo rapidamente. O sucesso dessa modalidade de investimentos, segundo especialistas em finanças pessoais, deve-se ao boom imobiliário no país, que tornou o segmento muito rentável e atrativo, dizem.

Num fundo deste tipo é possível investir em imóveis sem ter de desembolsar tanto dinheiro quanto na compra do ativo físico, para alugá-lo em seguida. Além disso, não há dor de cabeça com inquilino ou impostos como o IPTU, observa Sérgio Belezza, da Fundo Imobiliário Consultoria de Investimentos.

— As carteiras dos fundos variam muito. É possível se tornar sócio, por exemplo, de grandes empreendimentos comerciais com apenas uma cota — explica Paulo Cirulli, gerente de produtos imobiliários da Bovespa.

As cotas do Shopping Pátio Higienópolis, localizado em bairro nobre da zona oeste paulistana, por exemplo, estão na carteira de um fundo imobiliário. O problema é conseguir encontrar um cotista interessado em vender sua fatia do empreendimento para outro investidor, diz Cirulli.

— Hoje, observamos uma sobredemanda por esse tipo de investimento. Quando os fundos imobiliários começaram a ser negociados aqui, havia um receio sobre a liquidez do produto. Isso mudou. Há muita gente interessada em comprar, mas poucos querem vender — afirma o gerente da Bovespa.

Nem todas as carteiras dos fundos são compostas por ativos físicos, como cotas de shopping centers ou de edifícios comerciais. Há fundos cujas carteiras são compostas por ações de empresas do setor imobiliário (construtoras e incorporadoras), outros juntam a esses ativos CRIs (certificados de recebíveis imobiliários).

O educador financeiro Mauro Calil explica que as aplicações em fundos imobiliários são recomendadas para quem quer um investimento de longo prazo. Além disso, recomenda ele, antes de comprar uma cota, é importante checar com a corretora qual a estratégia da carteira, para que os riscos sejam bem conhecidos pelo investidor.

Bovespa monta índice de referência

A Bovespa está montando um índice que servirá de referência para os negócios aos investidores em fundos imobiliários, como o Ibovespa funciona para o mercado de ações.

— Estamos desenvolvendo uma série de ações neste segmento, justamente por causa do crescimento expressivo visto ao longo destes anos —, explicou Cirulli, da Bovespa.

A intenção da Bolsa é começar a divulgar as variações do índice já no segundo semestre deste ano.

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