Brás de Pina aguarda Copa e Rio 2016 para vender imóveis, valorizados em até 95%

17 de janeiro 2012

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O aquecimento do mercado imobiliário que avança sobre o Rio de Janeiro, impulsionado, principalmente, pela Copa do Mundo de 2014 e pelas Olimpíadas de 2016, já chega a Brás de Pina, na Zona Norte. O bairro de passagem — residencial e com menos ofertas de serviços que seus vizinhos —, teve a maior valorização no preço do metro quadrado em 2011.

Em dezembro de 2010, o metro quadrado de apartamentos prontos na região custava R$ 1.377. No último mês do ano passado, o preço disparou para R$ 2.686, alta de 95%, de acordo com o Índice FipeZap, divulgado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

 

Atentos ao potencial de crescimento do bairro, proprietários de imóveis locais começam a vislumbrar uma boa oportunidade para lucrar com a valorização.

— O raciocínio é o seguinte: mantenho meu imóvel, mas, se alguém quiser alugá-lo, até fecho o negócio para ganhar um dinheirinho. Só que vou esperar a proximidade dos jogos para vendê-lo com um lucro maior — explica o professor de Marketing e Negócios Imobiliários da Fundação Getulio Vargas (FGV), Paulo Ferreira.

A cabeleireira Maria da Penha Bastos, de 62 anos, mora em Brás de Pina há nove. Agora, procura um imóvel para a filha, mas não consegue encontrá-lo:

— Minha filha quer vir de Cordovil e não achamos nada para alugar. Quem tem, não quer se desfazer, e o que está livre, ocupa rapidinho.

Dono de uma imobiliária local, Amilcar Teixeira reconhece a grande procura para locação, mas discorda com a pesquisa no que diz respeito à valorização para venda:

— Em dezembro, aluguei 20 imóveis. O mais barato, de um quarto, a R$ 400. Mas, para compra, não há interesse. Atuo no bairro há 40 anos e não vejo essa valorização. Tenho um apartamento de dois quartos à venda, por R$ 137 mil, faz seis meses, e nada.

Potencial para valorizar mais

Especialistas em mercado imobiliário veem no bairro de Brás de Pina um grande potencial de valorização nos próximos anos, por conta da disponibilidade de imóveis e da localização — próximo à Avenida Brasil e a favelas pacificadas, como as do Complexo do Alemão.

— Brás de Pina ficou esquecida por anos, mas, agora, está com um posicionamento melhor no mercado. A valorização se dá mais pela proximidade com a região da Leopoldina e com bairros como a Vila da Penha. Outra vantagem é que não há muitas favelas no bairro, só a comunidade do Quitungo — avalia o diretor operacional da imobiliária Ética, Allan Miranda.

A tendência é que o bairro também se torne a “menina dos olhos” das construtoras.

— Uma característica forte da Zona Norte, e aí se inclui Brás de Pina, é a disponibilidade de terrenos e casas mais antigas, que podem virar prédios. Incorporadores vão cada vez mais procurar esses imóveis para fazer condomínios na região — explica Paulo Ferreira.

Aposentado, João Francisco da Silva, de 75 anos, só sai de lá por uma boa oferta:

— Moro aqui há 50 anos e só sairia da minha casa se fosse para um lugar muito melhor. O imóvel tem dois quartos e deve valer R$ 150 mil.

Fonte: Extra

 

 

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