Valores e rentabilidade crescem, unidades encolhem, diz estudo do Secovi Rio

17 de março 2011

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A rentabilidade do investimento em imóveis residenciais no Rio de Janeiro decolou em 2010, bem como a tendência de lançamentos com unidades menores em comparação às de poucos anos atrás, de acordo com os dados do Panorama do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro 2010, divulgado nesta terça-feira pelo Sindicato da Habitação (Secovi Rio).

Segundo o levantamento, uma unidade de quarto e sala no Centro do Rio, por exemplo, registrou rentabilidade de 90,24% no acúmulo de janeiro a dezembro, à frente de apartamentos do mesmo tipo na Tijuca, com 60,22% e Vila Isabel, com 70,21%. Já na Zona Sul, Ipanema registrou 79,36% para unidades de três quartos, à frente de Copacabana, com 60,91% e Leblon, com 59,23%. Ainda de acordo com dados do sindicato, 67.717 apartamentos ultrapassaram o valor de R$ 1 milhão entre janeiro e dezembro do ano passado.

A valorização dos imóveis cariocas também foi expressiva: o preço de um apartamento de dois quartos em Botafogo aumentou 67%, enquanto em Ipanema a valorização de uma unidade semelhante foi de 62,14%. Entre os motivos para a valorização, segundo o Secovi Rio, estão a expansão do crédito e aumento da renda média no país, a perspectiva da realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas, e, conforme publicou O DIA em fevereiro, a instalação de 13 Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em toda a cidade.

Vale lembrar que, para a pesquisa, o Secovi levou em conta ganhos com locação e a valorização do valor de venda do imóvel no período analisado, mas não considerou o Imposto de Renda pago sobre o montante arrecadado com aluguéis ou o imposto sobre lucro imobiliário na venda.

Assim, para chegar ao resultado real, deve-se descontar o IR – com valor determinado por tabela progressiva para pessoa física e de 15% para pessoa jurídica – sobre os aluguéis ou a taxa de 15% sobre a diferença entre o valor de compra e de venda do imóvel, após depreciação. Imóveis vendidos por menos de R$ 440 mil – ou quando há compra de outra unidade dentro de 180 dias – estão isentos do imposto.

Unidades menores

O estudo do Secovi Rio revelou ainda um dado curioso: não apenas os novos lançamentos estão priorizando unidades de um e dois quartos – mais procurados pela nova classe C -, como os próprios apartamentos estão cada vez menores. De acordo com o levantamente, um imóvel de um quarto tinha 50,13 metros quadrados em 2009, enquanto as novas unidades do mesmo tipo atualmente têm, em média, 46,48 metros quadrados.

Os menores imóveis do Rio, segundo o panorama, estão no Centro – onde em torno de 90% das residências têm um ou dois quartos – e medem cerca de 42 metros quadrados. Já os maiores apartamentos quarto e sala estão no Recreio, com média de com 63 metros quadrados, e na Barra, com 62 metros quadrados.

Para realizar o estudo, o Centro de Pesquisa e Análise da Informação do Secovi pesquisou preços de aluguéis e venda de imóveis em 18 bairros de todas as regiões da cidade, com colaboração da Prefeitura do Rio, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi) e Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ).

Fonte: O Dia

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