IGP-M em alta põe aluguel na berlinda

11 de novembro 2010

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É para deixar qualquer inquilino de cabelo em pé, principalmente aquele que ficou mal-acostumado, em 2009, com as sucessivas quedas do IGP-M, índice que reajusta a maioria dos contratos de aluguel. Agora, os tempos são outros: o índice já acumula alta de 8,81% nos últimos 12 meses. E deve subir um pouco mais (algo entre um ou dois pontos percentuais) até o fim do ano, apostam os especialistas.

A questão é que, se no passado, a queda do índice não reduziu o valor dos aluguéis, fugir hoje dos reajustes vai exigir muito jogo de cintura. Mas, para os bons inquilinos, há sempre uma brecha para negociações. Segundo o especialista em finanças pessoais Roberto Zentgraf, o fundamental é observar o valor de mercado do aluguel:

– É importante verificar se o novo valor está acima ou abaixo do aluguel de outros imóveis semelhantes. Se estiver acima, o inquilino pode barganhar, pois não será difícil encontrar outro imóvel com preço mais em conta. Mas se já estiver abaixo do mercado, não há margem para redução — explica.

Segundo o vice-presidente do Sindicato da Habitação (Secovi Rio), Manoel Maia, a alta do índice gera uma oportunidade para os proprietários compensarem a defasagem dos preços atuais em relação aos valores de mercado.

– O proprietário está no prejuízo há três anos, período em que as taxas ficaram negativas ou bem perto do zero – sustenta Maia. – Muitos contratos não tiveram reajustes ano passado e, pode ter sido raro, mas houve aluguéis que chegaram a ser reduzidos em função da deflação do índice.

O vice-presidente do Secovi dá orientação para que os contratos sejam respeitados:

– Contrato existe para ser cumprido, quando beneficia e quando traz prejuízo. É uma forma de se garantir que todas as cláusulas ali discriminadas sejam cumpridas.

Na avaliação do diretor de Locações da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), Carlos Samuel de Oliveira Freitas, poucos proprietários realmente amargaram prejuízo. Ele explica que, com a crescente valorização dos aluguéis, muitos locadores corrigiram preços por meio de acordos com inquilinos:

– Alguns (poucos) aluguéis ficaram defasados, mas acabaram se ajustando naturalmente. Seja como for, cabe às partes negociarem um valor que esteja dentro do mercado.

O inquilino, por sua vez, pode se assustar com os preços praticados hoje. Em especial, na Zona Sul da cidade. Como se não bastasse a escassez de terrenos, as perspectivas de melhoria na infraestrutura e a implantação das UPPs fez os aluguéis registrarem altas astronômicas.

Fonte: Abadi

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