Fragmentos da mata atlântica absorvem menos carbono que a floresta intocada, sugere estudo da USP

7 de abril 2010

Meio Ambiente | Um Comentário

Um estudo realizado por pesquisadores brasileiros e alemães revelou que depois de fragmentada, a mata atlântica, perde parte de seu potencial de absorção de gás carbônico. Os estudiosos simularam a evolução dos fragmentos florestais por até 400 anos e fizeram a comparação com as áreas que apresentam cobertura florestal mais extensa.

“A mata fragmentada é como uma criança doente, que não consegue engordar. Se a floresta não está bem, o acúmulo de gás carbônico é incompleto”, explicou o professor do Instituto de Biociências, IB, da Universidade de São Paulo, USP, Jean Paul Metzger, que cooperou com a pesquisa. O estudo foi realizado pelo Centro Helmholtz para Pesquisa Ambiental, UFZ, da Alemanha, em parceria com o IB.

Um terço da mata atlântica está preservada em fragmentos que chegam até um hectare, atualmente, com distância média de 1,4 quilômetros entre esses fragmentos. O bioma chegou a ocupar, originalmente, 1.300.000 quilômetros quadrados, de acordo com dados da Fundação SOS Mata Atlântica. A cobertura englobava 17 estados brasileiros além de partes do Paraguai e da Argentina. Hoje, com o desmatamento restam apenas cerca de 20% da cobertura original.

Os pesquisadores apontaram, ainda, que a redução do carbono absorvido reflete no peso da floresta. Depois de 100 anos os fragmentos que correspondem a aproximadamente 100 hectares vão apresentar 8,8% menos de biomassa.

Fragmentada, a floresta alcançaria 228 toneladas de biomassa por hectare, sendo que intocada, a mata atlântica, atinge 250 toneladas de biomassa em uma área do mesmo tamanho.

Com biomassa menor, reduzem também as variedades de espécies, que contam com menos recursos alimentares e poucos ambientes onde os animais possam habitar, de acordo com o estudo.

A perda da biomassa está associada às perturbações, que costumam ocorrer apenas nas bordas da mata, como incidência maior de luz e vento, entrada de fogo e pisoteamento causado pela criação de gado. Outro fator é o isolamento das partes centrais dos fragmentos. As plantas ficam mais vulneráveis a doenças e catástrofes naturais.

Os dados da pesquisa foram levantados a partir de um programa de computador que simulou o desenvolvimento da floresta durante 100 e 400 anos. O programa foi abastecido por um banco de dados da USP com informações de árvores e fragmentos da mata atlântica localizados nos municípios de Ibiúna, SP, e na Reserva Florestal do Morro Grande, uma área de mata com cerca de 10 mil ha em Cotia.

Fonte: Ambiente Brasil

1 Comentário

  • Aranka disse:

    sere1 verdade a noiitca que ouvi na tv (ou ouvi mal?)que alguns deputados ne3o reeleitos ou ne3o reconduzidos pelo partido e0 ar este3o a pedir uma indemnizae7ao por despedimento (ou subsidio de desmprego)? confirmava se assim que os partidos se3o hoje em grande parte agencias de emprego para os seus militantes, que repartem entre si os lugares posiveis (muitos e bons), ideia que e9 a que cada vez mais tenho e devo nisso estar acompanhado.Sendo assim, um ministro que sai por remodelae7e3o tambem pode pedir a indemnizae7e3o, etcNa verdade,os deputados que conhecemos se3o 15 ou 20, os que falam, de3o a cara, participam em debates, os outros, a maioria, se3o uma multide3o anf3nima. Que fazem, que produzem, etc? E como o sistema ne3o e9 uninominal, nunca ninguem os conhecere1, masmo do nosso circulo.uma ar de 120 deputados chegaria perfeitamente

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